sábado, 5 de maio de 2012

Anselm Jappe sobre arte contemporânea: duas ou três frases

Quando se fala em arte contemporânea fala-se daqui que se pode ver nos museus da dita, aquilo que anteriormente dava pelo nome de "artes plásticas". Nesse campo há vários problemas muito discutidos em debates em todo o ocidente.
Anselm Jappe deixa-nos alguns pontos que penso merecerem reflexão. Do fim do artigo para o princípio:
1. "O problema da arte contemporânea é a sua total falta de peso na vida colectiva - e o mais engraçado é que os seus profissionais se acomodam perfeitamente a esta situação... porque nunca ganharam tanto. Mas haverá obras que, daqui a cem anos, dêem conta daquilo que hoje [2007] estamos a viver? E há pessoas que sintam necessidade delas? ". Jappe, 2012, Ensaios acerca da decomposição do capitalismo, Antígona. (136.)
2. "Em 1962 [Marcel Duchamp] disse ao ex-dadaísta Hans Richter: "Este neo-Dada que agora se denomina Novo Realismo, Pop Art, assemblage, etc é um entretenimento barato que vive do que o Dada fez. Quando descobri os ready-made, esperava desencorajar esse carnaval de estetismo. Mas os neodadaístas utilizam os ready-made para lhes descobrirem um valor estético. Atirei-lhes os porta-garrafas e os urinóis à cara como uma provocação, e afinal eles admiram a sua beleza". (ib.: 133)
3. "A reflexão teórica não tem por missão justificar o presente ou glorificá-lo - e isto é verdade não apenas para a política ou para a economia, mas também para a arte. Antes de analisar o que fazem os artistas de hoje (ou aqueles que o mercado, os media e as instituições designam como tal), seria talvez preciso colocar uma questão prévia: Que expectativas podemos legitimamente formular no que diz respeito à arte contemporânea?" (ib.:124)

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