sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

re: sobre o comentário

Obrigado pelo seu comentário.

Sem dúvida que há inumeros problemas em jogo. A educação musical que por vezes é tão mal discutida ou defendida deve ser vista como destinada à população em geral. Será o seu primeiro nivel de acção: aumentar o nível dos ouvintes, a sua disponibilidade para o não-conhecido, a sua capacidade de fruição e inteligência das músicas. O segundo nível destinar-se-á à descoberta de talentos, de vocações... e em breve obrigará a um reencaminhamento para outro tipo de ensino.

Mas tem razão numa coisa e essa é profundamente individual: é necessário ouvir várias vezes uma música que resiste à primeira audição. Este esforço individual é impossível de substituir por decreto-lei. E, na verdade, a diversidade do mundo e das músicas existe para multiplicar fascínios, desde que haja vontade de o fazer. Se não houver essa vontade - que pode resultar de inúmeros factores - curiosidade pessoal, contexto familiar favorável, amizades que estimulam e muitas outras - não creio que haja nada a fazer.
Essa autonomia de critério é uma riqueza cinzelada pelo trabalho, pelo esforço, nunca é um dado à partida.

Abraço

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